Para o trabalho de Arte em Mídias Interativas, fomos instruídos a encontrar uma performance interativa que não tenha sido mencionada, fazendo uma análise do projeto. Assim, esbarrei, durante a minha busca por referências, nos trabalhos de Ivani Santana. Ela é mestre e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e, desde 1994, pesquisa a relação da dança com as novas tecnologias. Todo o seu trabalho - obras, prêmios, artigos, livros, pesquisas e performances dirigidas - são estabelecidas em duas linhas de pesquisa: Dança com Mediação Tecnológia e Estudos Contemporâneos da Dança na Cultura Digital.
Para trazer uma análise dessa performance interativa, trouxe aqui a descrição do que se constitui o projeto de Ivani Santana, Versus (2005). Versus foi apresentada na 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI) em homenagem ao 20oº aniversário do Ministério de Ciência e Tecnologia, promotor do evento. A obra foi concebida por Ivani Santana e
criada junto com o Grupo de Dança Contemporânea da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
VERSUS
Retirado do artigo da própria autora " A apropriação da dança em linguagem interativa no ciberespaço" (2004).
Com dançarinos e músicos distribuídos por 3 cidades brasileiras, a saber, dança em Salvador e Brasília, e música em João Pessoa. Em Brasília, tínhamos público, assistindo no teatro onde estava a parte dos dançarinos que interagiam com (a imagem) dos seus companheiros localizados em Salvador, enquanto na Bahia o espaço era configurado em um "palco inteligente", ou seja, o ambiente era "sensível" à presença dos dançarinos através de um sistema computacional com sensores gerenciados pelo Software Isadora.
Em Salvador, o resultado na internet era a somatória dessas camadas de imagem: a vdeocenografia em background compondo o quadro com a imagem dos corpos dos dançarinos inter-relacionandoas imagens foram capturadas utilizando uma cânera HDTV (High-definition TV) e a configuração para envio e recepção foi especialmente programada pela equipe do LAVID assegurando desta forma uma alta qualidade de transmissão de imagem, aspecto importante tanto para o resultado estético como para a orientação dos dançarinos. A proposta em VERSUS não era apenas disponibilizar imagens sobrepostas, mas conseguir com que os corpos distantes geograficamente efetivamente dançassem juntos. O trabaho possui duas resultantes: uma dança específica para ser assistida pela internet e outra para o espaço cênico. Para criar o trabalho, foi necessário então não perder o foco nesse resultado híbrido, pois tratam-se de configurações específicas que demandam organizações e estéticas diferenciadas.
Abaixo, uma amostra do espetáculo:
Análise
O projeto Versus, que incorpora a arte da "dança" mediada pelas novas tecnologias, traz em si o objetivo de discutir novas formas de manifestações da arte a partir de outras noções de espaço e tempo. Ele permite a construção de dois ou mais resultados de uma obra dentro de um mesmo espetáculo, isto é, o público de Brasília percebe o espetáculo de uma maneira distinta do usuário que acessa o resultado das sobreposições de som e imagens pela internet. Além disso, o projeto elimina a necessidade presencial dos artistas para que seja composta uma performance em grupo. A atuação de um artista em Salvador é totalmente compreendida no espetáculo quando o artista em Brasília contracena com sua dança e quando o som produzido em João Pessoa é também transmitido a ambos os artistas nas duas cidades. A proposta do projeto e dos estudos de Ivani Santana perpassam a investigação de novos "desafios e estados corporais promovidos pela Cultura Digital, aquela que nós criamos e da qual somos cria" (Santana, 2004), mas focam provocam a manifestação da arte aproveitando-se do estreitamento de espaço e tempo proporcionados pelas tecnologias e, especificamente neste espetáculo, pelas telemáticas.
Com a (r)evolução tecnológica e as novas relações criadas entre o usuário por meio da cultura digital, são estabelecidas outras propostas de exploração das artes por este meio. Como afirma Ivani, a cultura digital cria um novo espaço de manifestação das mais diversas artes, sendo a ampliação e facilidade de acesso à rede alguns dos fatores de maior importância que explicam a sua incorporação em ambientes interativos e multimídia. Assim, a cultura digital convida os artistas a um novo tipo de trabalho - híbrido, presencial e ao mesmo tempo ausente, colaborativo, interativo. A criação de obras no ciberespaço e em instalações multimídia, usando da telemática, das novas tecnologias e de equipamentos de transmissão de imagem, vídeo e som começam a ser criados, constitutindo e transformando a cultura digital e o espaço em que se manifesta.
À medida em que se percebem os avanços tecnológicos, são potencializados os tipos de manifestação da arte e, também, o papel do seu público. Em algumas obras interativas, o tipo de tecnologia usada pelo artista permite que ele assuma o papel de interator e abandone o papel de observador. O público pode, agora, construir o sentido da obra junto ao autor a partir da sua própria experiência, do seu repertório.
No caso da performance Versus, o artista, o coreógrafo, o dançarino e todos os envolvidos no espetáculo devem entender que seus movimentos, suas propostas, devem, agora, respeitar as exigências estéticas de dois espaços: o presencial e o virtual. Como afirma a Ivani Santana,
"VERSUS é um reflexo estético, uma manifestação dessa reconfiguraão ocorrida no corpo, na dança e no mundo. Dançar em um ambiente sensível ou em uma interação telemática promove no corpo do dançarino novas demandas, outras condições de percepção e, consequentemente, de movimento. Na telemática, o dançarino interage com um corpo bidimensional, sem cheiro e sem ruído, que é apresentado ao seu parceiro remoto através do olhar de uma câmera comandada (e coreografada) por um outro artista, que se torna também um dançarino". Além da mudança na forma de se criar o espetáculo, exige-se também um público que perceba os avanços da arte potencializados pelas novas tecnologias.
Link de acesso aos projetos de Ivani Santana.
Grupo de Poética Tecnológica na Dança - UFBA.
Para trazer uma análise dessa performance interativa, trouxe aqui a descrição do que se constitui o projeto de Ivani Santana, Versus (2005). Versus foi apresentada na 3ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI) em homenagem ao 20oº aniversário do Ministério de Ciência e Tecnologia, promotor do evento. A obra foi concebida por Ivani Santana e
criada junto com o Grupo de Dança Contemporânea da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
VERSUS
Retirado do artigo da própria autora " A apropriação da dança em linguagem interativa no ciberespaço" (2004).
Com dançarinos e músicos distribuídos por 3 cidades brasileiras, a saber, dança em Salvador e Brasília, e música em João Pessoa. Em Brasília, tínhamos público, assistindo no teatro onde estava a parte dos dançarinos que interagiam com (a imagem) dos seus companheiros localizados em Salvador, enquanto na Bahia o espaço era configurado em um "palco inteligente", ou seja, o ambiente era "sensível" à presença dos dançarinos através de um sistema computacional com sensores gerenciados pelo Software Isadora.
Em Salvador, o resultado na internet era a somatória dessas camadas de imagem: a vdeocenografia em background compondo o quadro com a imagem dos corpos dos dançarinos inter-relacionandoas imagens foram capturadas utilizando uma cânera HDTV (High-definition TV) e a configuração para envio e recepção foi especialmente programada pela equipe do LAVID assegurando desta forma uma alta qualidade de transmissão de imagem, aspecto importante tanto para o resultado estético como para a orientação dos dançarinos. A proposta em VERSUS não era apenas disponibilizar imagens sobrepostas, mas conseguir com que os corpos distantes geograficamente efetivamente dançassem juntos. O trabaho possui duas resultantes: uma dança específica para ser assistida pela internet e outra para o espaço cênico. Para criar o trabalho, foi necessário então não perder o foco nesse resultado híbrido, pois tratam-se de configurações específicas que demandam organizações e estéticas diferenciadas.
Abaixo, uma amostra do espetáculo:
Análise
O projeto Versus, que incorpora a arte da "dança" mediada pelas novas tecnologias, traz em si o objetivo de discutir novas formas de manifestações da arte a partir de outras noções de espaço e tempo. Ele permite a construção de dois ou mais resultados de uma obra dentro de um mesmo espetáculo, isto é, o público de Brasília percebe o espetáculo de uma maneira distinta do usuário que acessa o resultado das sobreposições de som e imagens pela internet. Além disso, o projeto elimina a necessidade presencial dos artistas para que seja composta uma performance em grupo. A atuação de um artista em Salvador é totalmente compreendida no espetáculo quando o artista em Brasília contracena com sua dança e quando o som produzido em João Pessoa é também transmitido a ambos os artistas nas duas cidades. A proposta do projeto e dos estudos de Ivani Santana perpassam a investigação de novos "desafios e estados corporais promovidos pela Cultura Digital, aquela que nós criamos e da qual somos cria" (Santana, 2004), mas focam provocam a manifestação da arte aproveitando-se do estreitamento de espaço e tempo proporcionados pelas tecnologias e, especificamente neste espetáculo, pelas telemáticas.
Com a (r)evolução tecnológica e as novas relações criadas entre o usuário por meio da cultura digital, são estabelecidas outras propostas de exploração das artes por este meio. Como afirma Ivani, a cultura digital cria um novo espaço de manifestação das mais diversas artes, sendo a ampliação e facilidade de acesso à rede alguns dos fatores de maior importância que explicam a sua incorporação em ambientes interativos e multimídia. Assim, a cultura digital convida os artistas a um novo tipo de trabalho - híbrido, presencial e ao mesmo tempo ausente, colaborativo, interativo. A criação de obras no ciberespaço e em instalações multimídia, usando da telemática, das novas tecnologias e de equipamentos de transmissão de imagem, vídeo e som começam a ser criados, constitutindo e transformando a cultura digital e o espaço em que se manifesta.
À medida em que se percebem os avanços tecnológicos, são potencializados os tipos de manifestação da arte e, também, o papel do seu público. Em algumas obras interativas, o tipo de tecnologia usada pelo artista permite que ele assuma o papel de interator e abandone o papel de observador. O público pode, agora, construir o sentido da obra junto ao autor a partir da sua própria experiência, do seu repertório.
No caso da performance Versus, o artista, o coreógrafo, o dançarino e todos os envolvidos no espetáculo devem entender que seus movimentos, suas propostas, devem, agora, respeitar as exigências estéticas de dois espaços: o presencial e o virtual. Como afirma a Ivani Santana,
"VERSUS é um reflexo estético, uma manifestação dessa reconfiguraão ocorrida no corpo, na dança e no mundo. Dançar em um ambiente sensível ou em uma interação telemática promove no corpo do dançarino novas demandas, outras condições de percepção e, consequentemente, de movimento. Na telemática, o dançarino interage com um corpo bidimensional, sem cheiro e sem ruído, que é apresentado ao seu parceiro remoto através do olhar de uma câmera comandada (e coreografada) por um outro artista, que se torna também um dançarino". Além da mudança na forma de se criar o espetáculo, exige-se também um público que perceba os avanços da arte potencializados pelas novas tecnologias.
Link de acesso aos projetos de Ivani Santana.
Grupo de Poética Tecnológica na Dança - UFBA.
Depois de muito tempo parada, volto a postar, agora aproveitando o espaço também para dividir alguns trabalhos que tenho feito para as disciplinas da pós em Mídias Interativas que estou cursando à distância pelo Senac de São Paulo.
O primeiro post vai para os projetos de lançamento das faixas Black Mirror e Neon Bible, pelo álbum Neon Bible da banda canadense Arcade Fire como uma análise de projetos de netarte. Para quem não viu em 2007, vale a pena conferir a proposta da banda. Antes, um breve resumo de quem são eles.
Lançamento do Neon Bible e Black Mirror
Projetos da banda canadense Arcade Fire
Arcade Fire (também conhecida por The Arcade Fire) é uma banda de indie rock da cidade de Montreal, Quebec, no Canadá. Fundada em 2003 pelo casal Win Butler e Régine Chassagne, a banda é conhecida por suas apresentações ao vivo, como também pelo uso de um grande número de instrumentos musicais; principalmente guitarra, bateria e baixo, mas também piano, violino, viola, violoncelo, xilofone, teclado, acordeão e harpa.
Seu segundo álbum, Neon Bible, foi gravado numa igreja comprada pelos próprios integrantes, motivado por uma melhor acústica. Lançado em março de 2007, para promover esse álbum a banda criou um sítio web especial onde se encontra um número de telefone para o qual os internautas podem discar e ouvir a canção "Intervention", além de letras das canções e uma página para se ouvir gratuitamente "Black Mirror", a primeira faixa do novo disco.
Também durante o lançamento do Neon Bible e do clipe da faixa Black Mirror, a banda trabalhou com dois projetos de netarte, um para cada momento, que exploraram os conceitos de netarte. A proposta do projeto de lançamento do álbum foi de que o usuário escutasse a faixa que dá nome ao CD, a música e o clipe da faixa Black Mirror, podendo intervir nas imagens e o no som.
Links de acesso
Projeto 1. http://www.rorrimkcalb.com/ (Black Mirror escrito ao contrário – Lançamento do clipe da música).
Projeto 2. http://www.beonlineb.com/ (Lançamento da faixa Neon Bible)
Lançamento do Black Mirror
O objetivo do site foi envolver o usuário no lançamento do novo álbum, mais especificamente no lançamento do clipe da faixa Black Mirror. Por opção da banda, o lançamento ocorreu apenas no ambiente virtual, em que foi oferecida uma proposta de interação com o videoclipe e com a música. No site, é possível intervir no progresso do vídeo, sendo possível pausá-lo e reativá-lo a qualquer momento. Para isso, basta que o usuário clique com o mouse em qualquer lugar no vídeo. Além disso, o layout apresenta um display de 6 números, na parte inferior do vídeo, que podem ser acionados pelo teclado do usuário. Se o número 1 for selecionado, o usuário ativa ou desativa o canal de som do vocal, sendo possível continuar ouvindo os outros instrumentos usados pelos artistas na construção da música. Se o usuário apertar o número 2, ele ativa/desativa o som do teclado e assim por diante. Cada número representa um canal de sons de instrumentos específicos. Assim, o usuário tem várias possibilidades de assistir ao vídeo e escutar a música, com várias combinações distintas de som. A banda, a partir deste projeto, garante várias experiências com a mesma faixa ao usuário, tornando o lançamento menos contemplativo e mais participativo. O projeto envolve o seu fã e usuário à música, tornando-se uma experiência relevante e sensível, com maior potencial de divulgação entre os próprios usuários.
Uma tela do projeto:

Lançamento do álbum Neon Bible
Já o projeto de lançamento do álbum Neon Bible propôs a interação do usuário com uma lógica similar ao do jogo Samorost. O objetivo é que o cenário seja explorado pelos clicks do mouse do usuário. Ao descobrir os elementos clicáveis nas telas, o usuário consegue reações e movimentos específicos. As telas principais mudam de acordo com o som, estrofes e refrões, trazendo elementos trabalhados na letra da música e conceitos que permeiam a proposta do próprio álbum. No entanto, os movimentos e reações somente acontecem se houver o estímulo e interação do usuário. Portanto, para saber quais os segredos estão escondidos atrás de cada pointclick, é necessário que o usuário explore toda a tela, clicando em todas as possibilidades que encontrar, a fim de esgotar todas as possibilidades de interação preparadas no roteiro deste projeto de netarte. O importante é perceber que os movimentos e as interações estão perfeitamente sincronizadas com o compasso da música. Inclusive, os movimentos estimulados também respeitam o ritmo da faixa. A experiência do usuário que poderia ser apenas contemplativa torna-se, neste projeto, uma experiência de interação, que estimula outros sentidos do usuário, aproximando-o à obra e sensibilizando-o com aquele produto por um novo tipo de experiência, que tornou possível a sua participação.
Algumas telas do projeto. Observe o movimento ao clicar na mão esquerda (direita do usuário).

O primeiro post vai para os projetos de lançamento das faixas Black Mirror e Neon Bible, pelo álbum Neon Bible da banda canadense Arcade Fire como uma análise de projetos de netarte. Para quem não viu em 2007, vale a pena conferir a proposta da banda. Antes, um breve resumo de quem são eles.
Lançamento do Neon Bible e Black Mirror
Projetos da banda canadense Arcade Fire
Arcade Fire (também conhecida por The Arcade Fire) é uma banda de indie rock da cidade de Montreal, Quebec, no Canadá. Fundada em 2003 pelo casal Win Butler e Régine Chassagne, a banda é conhecida por suas apresentações ao vivo, como também pelo uso de um grande número de instrumentos musicais; principalmente guitarra, bateria e baixo, mas também piano, violino, viola, violoncelo, xilofone, teclado, acordeão e harpa.
Seu segundo álbum, Neon Bible, foi gravado numa igreja comprada pelos próprios integrantes, motivado por uma melhor acústica. Lançado em março de 2007, para promover esse álbum a banda criou um sítio web especial onde se encontra um número de telefone para o qual os internautas podem discar e ouvir a canção "Intervention", além de letras das canções e uma página para se ouvir gratuitamente "Black Mirror", a primeira faixa do novo disco.
Também durante o lançamento do Neon Bible e do clipe da faixa Black Mirror, a banda trabalhou com dois projetos de netarte, um para cada momento, que exploraram os conceitos de netarte. A proposta do projeto de lançamento do álbum foi de que o usuário escutasse a faixa que dá nome ao CD, a música e o clipe da faixa Black Mirror, podendo intervir nas imagens e o no som.
Links de acesso
Projeto 1. http://www.rorrimkcalb.com/ (Black Mirror escrito ao contrário – Lançamento do clipe da música).
Projeto 2. http://www.beonlineb.com/ (Lançamento da faixa Neon Bible)
Lançamento do Black Mirror
O objetivo do site foi envolver o usuário no lançamento do novo álbum, mais especificamente no lançamento do clipe da faixa Black Mirror. Por opção da banda, o lançamento ocorreu apenas no ambiente virtual, em que foi oferecida uma proposta de interação com o videoclipe e com a música. No site, é possível intervir no progresso do vídeo, sendo possível pausá-lo e reativá-lo a qualquer momento. Para isso, basta que o usuário clique com o mouse em qualquer lugar no vídeo. Além disso, o layout apresenta um display de 6 números, na parte inferior do vídeo, que podem ser acionados pelo teclado do usuário. Se o número 1 for selecionado, o usuário ativa ou desativa o canal de som do vocal, sendo possível continuar ouvindo os outros instrumentos usados pelos artistas na construção da música. Se o usuário apertar o número 2, ele ativa/desativa o som do teclado e assim por diante. Cada número representa um canal de sons de instrumentos específicos. Assim, o usuário tem várias possibilidades de assistir ao vídeo e escutar a música, com várias combinações distintas de som. A banda, a partir deste projeto, garante várias experiências com a mesma faixa ao usuário, tornando o lançamento menos contemplativo e mais participativo. O projeto envolve o seu fã e usuário à música, tornando-se uma experiência relevante e sensível, com maior potencial de divulgação entre os próprios usuários.
Uma tela do projeto:

Lançamento do álbum Neon Bible
Já o projeto de lançamento do álbum Neon Bible propôs a interação do usuário com uma lógica similar ao do jogo Samorost. O objetivo é que o cenário seja explorado pelos clicks do mouse do usuário. Ao descobrir os elementos clicáveis nas telas, o usuário consegue reações e movimentos específicos. As telas principais mudam de acordo com o som, estrofes e refrões, trazendo elementos trabalhados na letra da música e conceitos que permeiam a proposta do próprio álbum. No entanto, os movimentos e reações somente acontecem se houver o estímulo e interação do usuário. Portanto, para saber quais os segredos estão escondidos atrás de cada pointclick, é necessário que o usuário explore toda a tela, clicando em todas as possibilidades que encontrar, a fim de esgotar todas as possibilidades de interação preparadas no roteiro deste projeto de netarte. O importante é perceber que os movimentos e as interações estão perfeitamente sincronizadas com o compasso da música. Inclusive, os movimentos estimulados também respeitam o ritmo da faixa. A experiência do usuário que poderia ser apenas contemplativa torna-se, neste projeto, uma experiência de interação, que estimula outros sentidos do usuário, aproximando-o à obra e sensibilizando-o com aquele produto por um novo tipo de experiência, que tornou possível a sua participação.
Algumas telas do projeto. Observe o movimento ao clicar na mão esquerda (direita do usuário).

Com idéia similar à que trouxe o evento Siana - Semana Internacional das Artes Digitais e Alternativas - em Belo Horizonte no início de julho (veja post anterior), posto aqui ação realizada no prédio de um museu da Alemanha no final deste mês. O objetivo foi o mesmo: interagir a arquitura moderna à projeção e aos movimentos. Mas o tipo de interação foi um pouco mais ousada.
Vejam.
A idéia da projeção foi 'dissolver' e 'quebrar' a arquitetura do prédio com gráficos e movimentos. Sorte de quem estava lá para experimentar o espetáculo. O projeto foi produzido por urbanscreen.com, com direção de arte de Daniel Rossa - rossarossa.de e realizado por MXWendler mediaserver.
Vi no Bluebus.
Vejam.
555 KUBIK | facade projection | from urbanscreen on Vimeo.
A idéia da projeção foi 'dissolver' e 'quebrar' a arquitetura do prédio com gráficos e movimentos. Sorte de quem estava lá para experimentar o espetáculo. O projeto foi produzido por urbanscreen.com, com direção de arte de Daniel Rossa - rossarossa.de e realizado por MXWendler mediaserver.
Vi no Bluebus.
Andei pesquisando alguns cursos de pós-graduação em Design Gráfico nos últimos meses. Gosto de namorar as grades curriculares de pós dessa área porque sempre apresentam disciplinas que abordam temas que leio, pesquiso e corro atrás diariamente por pura paixão e admiração. Não tenho formação nem exerço a profissão, mas lido diarimente com o design - e com os melhores designers - no meu trabalho diário.
Foi pesquisando os cursos que descobri que, se você reside na região sudeste, você vai passar um pouco de aperto para encontrar uma pós bacana. Agora, para você que é mineiro e reside na capital, prepare-se para passar fome, sede e frio. Hoje, são ofertados 3 cursos com qualidade e tímida tradição:
Fumec
Especialização em Design Aumobilístico/Design de Moda/Design e Cultura
IEC PUC Minas
Especialização em Design de Interação
Coordenação: Daniel Alenquer e Caio Cesar Giannini Oliveira
Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG
Especialização em Design de Jóias/ Design de Móveis
Oferece também o Mestrado em Design
Um novo curso ofertado é o da UNA.
UNA
Especialização em Design em Embalagens / Design: Inovação e Sustentabilidade em ambientes residenciais, comerciais e urbanos.
Coordenação: Daniel Alenquer e Caio Cesar Giannini Oliveira
Na minha pesquisa, também senti falta de conhecer depoimentos de alunos que passaram pelos cursos ou ainda estão por lá. Além de conhecer a grade, acho importante saber o foco trabalhado em sala, tipo de atividades programadas, qualidade dos professores, capacidade do curso de ir além-sala e o potencial técnico, crítico, inovador e criativo das turmas que estão se formando.
Se você for ou tiver sido aluno de um desses cursos e quiser compartilhar aqui a sua experiência, abro o espaço. Acredito que são informações necessárias que pesam nas nossas escolhas, ainda que sejam reduzidas a poucas opções.
Foi pesquisando os cursos que descobri que, se você reside na região sudeste, você vai passar um pouco de aperto para encontrar uma pós bacana. Agora, para você que é mineiro e reside na capital, prepare-se para passar fome, sede e frio. Hoje, são ofertados 3 cursos com qualidade e tímida tradição:
Fumec
Especialização em Design Aumobilístico/Design de Moda/Design e Cultura
IEC PUC Minas
Especialização em Design de Interação
Coordenação: Daniel Alenquer e Caio Cesar Giannini Oliveira
Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG
Especialização em Design de Jóias/ Design de Móveis
Oferece também o Mestrado em Design
Um novo curso ofertado é o da UNA.
UNA
Especialização em Design em Embalagens / Design: Inovação e Sustentabilidade em ambientes residenciais, comerciais e urbanos.
Coordenação: Daniel Alenquer e Caio Cesar Giannini Oliveira
Na minha pesquisa, também senti falta de conhecer depoimentos de alunos que passaram pelos cursos ou ainda estão por lá. Além de conhecer a grade, acho importante saber o foco trabalhado em sala, tipo de atividades programadas, qualidade dos professores, capacidade do curso de ir além-sala e o potencial técnico, crítico, inovador e criativo das turmas que estão se formando.
Se você for ou tiver sido aluno de um desses cursos e quiser compartilhar aqui a sua experiência, abro o espaço. Acredito que são informações necessárias que pesam nas nossas escolhas, ainda que sejam reduzidas a poucas opções.
Belo Horizonte será palco para várias intervenções artísticas e digitais até dia 12 de junho. Com início em 30 de junho, a Siana - Semana Internacional de Artes Digitais e Alternativas - preparou um quadro de atividades, exposições, workshops, intervenções públicas e conferências para ninguém botar defeito.
Conforme a divulgação oficial, o objetivo do evento é exibir e promover a reflexão acerca das tecnologias digitais, seus usos e novas formas de arte, explorando a potencialidade do encontro entre a arte e as tecnologias de informação e comunicação através de dois eixos complementares: artístico e científico.
Foi passando pela Afonso Pena, em frente ao Conservatório da UFMG, que deparei com a exposição francesa Gravity, de Julien Gachadoat (Julien V3ga). O objetivo de sua exposição é criar interação da projeção com a arquitetura da fachada do prédio do conservatório. Dá uma olhada no que eu vi:
Do release: "Gravity de Julien V3ga é uma aplicação de colaboração em tempo real que utiliza a arquitetura de uma construção/prédio como superfície de projeção para mensagens SMS que poderão ser enviadas por qualquer pessoa que possua um celular. As especificidades arquiteturais da fachada do prédio são utilizadas como obstáculos para gerar colisões com as letras/palavras enviadas pelo público. Assim, janelas, escadas e outras estruturas arquitetônicas da fachada servirão como obstáculos para a colisão das formas projetadas".
As intervenções e atividades programadas na Siana tomaram os principais espaços culturais da capital, além de espaços públicos. Confira a programação completa no site.
Conforme a divulgação oficial, o objetivo do evento é exibir e promover a reflexão acerca das tecnologias digitais, seus usos e novas formas de arte, explorando a potencialidade do encontro entre a arte e as tecnologias de informação e comunicação através de dois eixos complementares: artístico e científico.
Foi passando pela Afonso Pena, em frente ao Conservatório da UFMG, que deparei com a exposição francesa Gravity, de Julien Gachadoat (Julien V3ga). O objetivo de sua exposição é criar interação da projeção com a arquitetura da fachada do prédio do conservatório. Dá uma olhada no que eu vi:
Do release: "Gravity de Julien V3ga é uma aplicação de colaboração em tempo real que utiliza a arquitetura de uma construção/prédio como superfície de projeção para mensagens SMS que poderão ser enviadas por qualquer pessoa que possua um celular. As especificidades arquiteturais da fachada do prédio são utilizadas como obstáculos para gerar colisões com as letras/palavras enviadas pelo público. Assim, janelas, escadas e outras estruturas arquitetônicas da fachada servirão como obstáculos para a colisão das formas projetadas".
As intervenções e atividades programadas na Siana tomaram os principais espaços culturais da capital, além de espaços públicos. Confira a programação completa no site.
... inovações na área são premiadas mundo afora.
Com o lema You invent it. We fund it. (Você inventa. A gente financia), o prêmio Knights News Challenge, realizado pela Fundação Knight, seleciona projetos de comunicação com foco na área que proponham inovações tecnológicas ou novas dinâmicas digitais. Este ano, foram 9 contemplados pelo fundo de investimento da fundação, mas coloquei aqui apenas os três primeiros da lista. Para ver todoas as propostas, acesse o site oficial da premiação.

1º lugar
Neste ano, o primeiro lugar foi para o DocumentCloud, projeto que propõe digitalizar e cruzar documentos e informações obtidos pela imprensa, bloggers e agências de notícias, criando um banco de dados de consulta de notícias combinadas. Essa idéia traz o conceito de crowdsourcin, modelo de produção que usa inteligência e conhecimentos coletivos e voluntários de usuários da internet para encontrar soluções, criar conteúdo e desenvolver novas tecnologias. Para acompanhar notícias sobre o projeto, acompanhe-os os updates no seu twitter.
2º lugar
O segundo projeto selecionado para investimento foi o MediaBugs, site que propõe o rastreamento de erros na imprensa. Os erros detectados por leitores em matérias poderão ser registrados no site, de forma que jornalistas poderão responder o leitor no mesmo espaço. A proposta tende a aproximar as duas pontas, ao mesmo tempo que poderá ranquear os veículos com maior número de erros registrados no site.
Nota mental: se houver um contingente maior de leitores do veículo X do que do veículo Y com acesso frequente no MediaBugs, o ranking perde um pouco do sentido. A não ser que o cálculo seja cuidadoso e proporcional, considerando todas as variáveis de impacto. Mesmo assim, o ranking é questionável.
3º lugar
O Councilpedia foi o terceiro e último projeto escolhido para financiamento da Fundação Knights. A proposta é usar wikis e, mais uma vez dentro do conceito de crowdsorcing, contando com a participação de eleitores para fazer a cobertura política. Nota mental 2: queria ver isso funcionando no Brasil.
Os projetos e as cifras investidas
1 | DocumentCloud: $719,500
2 | MediaBugs: $350,000
3 | Councilpedia: $250,000
4 | Data Visualisation: $243,600
5 | Mobile Media Toolkit: $200,000
6 | The Daily Phoenix: $95,000
7 | Crowdsourcing Crisis Information: $95,000
8 | Virtual Street Corners: $40,000
9 | CMS Upload Utility: $10,000
Veja mais sobre a Fundação Knights e os projetos premiados no Read Write Web.
Com o lema You invent it. We fund it. (Você inventa. A gente financia), o prêmio Knights News Challenge, realizado pela Fundação Knight, seleciona projetos de comunicação com foco na área que proponham inovações tecnológicas ou novas dinâmicas digitais. Este ano, foram 9 contemplados pelo fundo de investimento da fundação, mas coloquei aqui apenas os três primeiros da lista. Para ver todoas as propostas, acesse o site oficial da premiação.

1º lugar
Neste ano, o primeiro lugar foi para o DocumentCloud, projeto que propõe digitalizar e cruzar documentos e informações obtidos pela imprensa, bloggers e agências de notícias, criando um banco de dados de consulta de notícias combinadas. Essa idéia traz o conceito de crowdsourcin, modelo de produção que usa inteligência e conhecimentos coletivos e voluntários de usuários da internet para encontrar soluções, criar conteúdo e desenvolver novas tecnologias. Para acompanhar notícias sobre o projeto, acompanhe-os os updates no seu twitter.
2º lugar
O segundo projeto selecionado para investimento foi o MediaBugs, site que propõe o rastreamento de erros na imprensa. Os erros detectados por leitores em matérias poderão ser registrados no site, de forma que jornalistas poderão responder o leitor no mesmo espaço. A proposta tende a aproximar as duas pontas, ao mesmo tempo que poderá ranquear os veículos com maior número de erros registrados no site.
Nota mental: se houver um contingente maior de leitores do veículo X do que do veículo Y com acesso frequente no MediaBugs, o ranking perde um pouco do sentido. A não ser que o cálculo seja cuidadoso e proporcional, considerando todas as variáveis de impacto. Mesmo assim, o ranking é questionável.
3º lugar
O Councilpedia foi o terceiro e último projeto escolhido para financiamento da Fundação Knights. A proposta é usar wikis e, mais uma vez dentro do conceito de crowdsorcing, contando com a participação de eleitores para fazer a cobertura política. Nota mental 2: queria ver isso funcionando no Brasil.
Os projetos e as cifras investidas
1 | DocumentCloud: $719,500
2 | MediaBugs: $350,000
3 | Councilpedia: $250,000
4 | Data Visualisation: $243,600
5 | Mobile Media Toolkit: $200,000
6 | The Daily Phoenix: $95,000
7 | Crowdsourcing Crisis Information: $95,000
8 | Virtual Street Corners: $40,000
9 | CMS Upload Utility: $10,000
Veja mais sobre a Fundação Knights e os projetos premiados no Read Write Web.

Quando comecei a postar em outubro de 2008, o Escola recebia uma média de 10 visitantes/dia e, mesmo assim, somente quando haviam novas postagens. Hoje, tenho uma média diária três vezes maior que a do início, o que eu entendo como um certo amadurecimento do blog. Em menos de um ano, pouco mais de 1000 visitantes únicos já passaram por aqui. Apesar de números pequenos - já que estamos pensando em termos de internet, sem fronteiras e com um universo gigantesco de usuários - são números que me incentivam a continuar.
Depois de muitos testes, muitos layouts e muita paciência, acabei decidindo construir uma proposta completamente diferente do que havia tentado até agora e que trouxesse mudanças não só para o design deste espaço, mas também para o foco do Escola.
Meu primeiro desafio foi achar um template que contemplasse os quesitos mínimos de um bom design e, principalmente, facilitasse a navegação de quem acompanha meus posts. Também era desafio construir um espaço que me incentivasse a postar com maior frequência e que trouxesse uma experiência nova e interessante para o leitor. Agora, estou aprendendo CSS na marra (o que também é um desafio pra mim) porque qualquer alteração, inclusive de conteúdo, precisa ser feita pelo CSS. Por isso, você ainda vai encontrar algumas falhas de navegação no blog, mas aos poucos vou promovendo melhorias. Fique à vontade em contribuir, sugerir, criticar..
Novamente, seja bem-vindo ao Escola do Ócio e participe como quiser!




